Agentes de Contraste
Os agentes de contraste, também conhecidos como meios de contraste, freqüentemente são usados durante exames de imagens médico para destacar partes específicas do corpo e realçar seu contraste. Os agentes de contraste podem ajudar na detecção de doenças mais precoce com maior precisão. Além disso, eles podem fornecer informações diagnósticas relevantes que, se não existissem, os médicos não seriam capazes de obter sem usar métodos invasivos. Assim, eles desempenham um papel crucial para guiar, monitorar e seguir o tratamento.
Os agentes de contraste podem ser usados com muitos tipos de exames de imagens, incluindo a radiografia e a imagem por ressonância magnética (IRM). Eles usam mecanismos diferentes, dependendo da técnica de imagens subjacente.
Fig. 1: TC de Fonte Dupla: os agentes de contraste possibilitam a visualização da área inflamada ao redor das articulações falangeanas de um paciente com gota. (Cortesia de Christoph Becker, LMU Munique)
Meios de contraste para radiografia
Enquanto estruturas ósseas do corpo podem ser facilmente visualizadas em imagem com o uso das técnicas clássicas de radiografia ou com a tomografia computadorizada, as distinções entre tecidos moles são freqüentemente menos claras. Os agentes de contraste são necessários para criar um contraste artificial entre o órgão ou tecido a ser diagnosticado, por um lado, e estruturas anatômicas vasculares ou circundantes por outro. A maioria dos meios de contraste radiográfico contém elementos químicos de alto número atômico, como o iodo. Eles atenuam as radiografias, aumentando assim o contraste com estruturas orgânicas.
A empresa antigamente conhecida como Schering, que hoje faz parte da Bayer HealthCare Pharmaceuticals, foi uma das pioneiras no desenvolvimento dessas substâncias, lançando o primeiro meio de contraste radiográfico injetável contendo iodo já em 1931. Atualmente, 60-80% de todos os procedimentos de tomografia computadorizada (TC) requerem realce por contraste.
Fig. 2: IRM cerebral, imagem esquerda: sem contraste, nenhuma lesão é visível; direita: IRM com realce de contraste leva à detecção de uma metástase cerebral (ponto branco) (Cortesia de M. Taupitz, Alemanha)
Meios de contraste para IRM
O segredo por trás do modo de ação dos meios de contraste de IRM está na sua capacidade de interferir no comportamento eletromagnético dos tecidos, levando a um melhor contraste na imagem de RM. Na IRM, o paciente é exposto a um potente campo magnético. Certos núcleos atômicos no corpo - principalmente os prótons de hidrogênio presentes nas moléculas de água - são então eletromagneticamente estimulados por impulsos de radiofreqüência. Enquanto eles estão se "recuperando" - ou voltando a se relaxar -, eles transmitem sinais que são gravados e compilados em uma imagem.
A maioria dos agentes de contraste para IRM tem como base o gadolínio, que faz parte do grupo de elementos terras raras, que adiciona propriedades paramagnéticas ao composto. O gadolínio faz com que os núcleos atômicos relaxem mais rapidamente e, como conseqüência disso, transmitem sinais mais fortes, levando a um melhor contraste.
A Bayer HealthCare Pharmaceuticals lançou o primeiro meio de contraste para exame de imagens por ressonância magnética em 1988, um marco no desenvolvimento do exame de imagens por IRM. Hoje em dia, está à disposição uma ampla gama de agentes de contraste para RM, que ajudam no diagnóstico de tumores na mama, no fígado e no cérebro, e na detecção de vasos sangüíneos obstruídos, para citar só algumas aplicações.
